Estou completamente só.
Não está aqui ninguém.
O dia está cinzento.
Porque tento amar,
Se ninguém se interessa por mim?
O sol gela-me o coração
A brisa corta-me a pele.
Este sentimento invade o meu corpo
Flui por todo o lado... esta dor viscosa.
A Terra torna-se grande.
Não encontro amor aqui.
Minhas lágrimas caem por ninguém,
Meu coração bate só por mim,
Grito ao sol... não está ninguém.
Tenho esta lembrança a fritar-me o cérebro,
Meu coração parte-se aos bocados no chão,
Este sentimento mata, esta dor viscosa.
Tento superar: sou um perdedor.
Tento desejar: sou um cobarde.
Corro tão depressa, não consigo avançar.
Estou vivo: não sou ninguém.
Estou só hoje,
Apenas eu... e a minha dor viscosa.
Armindo - 1998
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

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