29.5.06

Música

(Poema escrito a 27 de Fevereiro de 1998.)

A estática que sai do rádio embala a minha calma.

Consigo ouvi-la baixinho, murmurante, no fundo
Enquanto eu canto calado.

Os meus pulsos respiram pela primeira vez,
e eu fito, hipnótico, o tecto.

O que é aquilo na minha mão?
Consigo sentir a sua forma
mas é difícil distingui-lo entre paz e morte.

Como pude fazer isto?

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