Desliza um coração. Vivo. Cheio.
Rasga essa noite, que morre de sonhos enrugados.
Então ergue-se uma cruz, sangrando fria na torre.
E surge o poeta, sem palavras, apenas gritos.
A noite traz a sombra, junta misticismo ao real.
A noite cria o caminho do corpo à alma.
A noite grita em silêncio com relexão precisa.
A noite abala o poeta que ama e tortura.
Na noite um coração pode tremer,
pendurado pelos seus sentimentos sombrios.
Na noite um monstro pode agira-se,
caçando memórias até saciado.
Na noite uma cruz pode morrer,
derrumbando uma torre em sangue.
Na noite uma mão pode martelar
pregos vivos nos teus sonhos.
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

1 comentário:
na noite perdemo-nos de quem somos
o nosso olhar erra no escuro
incapazes de saltar o muro
que nos separa de nós
somos outros que nos calam
na noite
reencontramos nosso olhar
encontramo-nos nas traseiras
naquele quarto sem luz
em que despimos os outros
que não somos
e os ignoramos contra a parede
na noite o nosso olhar
encontrará de novo o mar
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