És uma mulher fria, sem sentimentos. Mas tens um amor secreto que não consegues ter nunca... O que te deixa infeliz. E te deixa furiosa. E acontece aquela coisa terrível. Sais por entre o vento, nessas solitárias noites frias e sentas-te nesses bares suados de álcool à espera. Não te vendes, nem te ofereces. Vais apenas com quem achares atraente. Seleccionas. Não, eleges. Dás a honra de alguém passar a noite contigo. Porque és inatingível. E levas as tuas presas e os contagias com a tua doença horrorosa até que chegues ao teu amado. Transformas a tuas conquistas em homens de madeira, sem alma, sem sentimentos. Simples objectos descartáveis que deixas secar até à morte. Mas não odeias os homens, tens pena deles. Achas que matá-los é algo natural, daí lhes esvaziar a alma. Gostas destes jogos. E até te divertes-te com as atitudes patéticas de certos homens que te seguem e te adoram cegamente, venerando-te como uma deusa. E arranhas e gemes de felicidade... até te aperceberes depois que, no fundo, és realmente infeliz. Que toda essa tua luxúria é apenas um pretexto para cobrires o facto de não seres capaz de superar o teu medo de entrega a esse amor inatingível.
O que provavelmente nunca soubeste foi que esse teu amor até se sentiu atraído por ti e teria certamente aceitado namorar contigo se tu apenas lhe tivesses dito algo antes... mas agora é tarde demais, não é?
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

1 comentário:
Forte, intenso, assustador. Excelente!
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