Ultimamente pus-me a pensar na questão que me irrita mais quando surge uma pessoa interessante na minha vida.
Quando conheço alguém e converso com a pessoa, e a conversa até que se demonstra interessante e animada, sou imediatamente abordado com a questão da idade. Aí a pessoa interessante perde o interesse todo. Rematam sempre com o típico "Ah! Tens x anos!". Como se a idade fosse um factor importante (como, sei lá, personalidade, inteligência.) para qualquer tipo de interacção humana. Durante muito tempo ficava triste e chateado porque achava que a pessoa teria algum potencial para algo mais. Bem, a vida acaba por nos ensinar que somos e seremos sempre ingénuos. Como se a necessidade de sermos algo mais para alguém fosse a coisa mais importante do mundo. É importante, mas não o mais importante. Quer dizer, eu ficava profundamente magoado por causa da superficialidade dos outros. Pensava que o defeito era meu, que eu era "velho demais", como se eu já estivesse com um pé na cova ou assim. Que ingénuo! Somos avaliados diariamente por coisas tão superficiais, tão insignificantes, e agarramos nessas insignificâncias e as tornamos nas coisas mais importantes do nosso dia-a-dia. Como se essas fossem as coisas pelas quais tudo se deva regir. E acabamos nisto... Numa sucessão de avaliações ridículas que acabam por limitar as nossas experiências e oportunidades. Olhamos para a capa do livro e julgamos o seu conteúdo baseado nisso. E acabamos por desconhecermos se o livro é ou não um bom livro. E julgaram-me dessa forma.
Pois então, para eles e elas que me julgaram pela capa, vocês não fazem a mínima ideia do que perdem. Posso não ter uma capa deslumbrante, com um título memorável. Mas, e quem me conhece sabe-o bem, existem capítulos no meu livro que ultrapassam o simples "bom".
E, para mim, o problema não é que eu seja "velho demais". O problema é que os outros são "imaturos demais"!
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

8 comentários:
Tu sabes que estou sempre a brincar contigo a chamar-te de velho (apesar de só termos um ano de diferença), por isso ao ler este post tinha mesmo que comentar.
A idade é um factor que quase sempre me passa ao lado, a não ser quando tal é impeditivo de termos alguma empatia e falta de conversa. Mas se o julgamento de alguém se baseia somente nessa questão, bem.. realmente é porque não interessa.
Quanto à capa, acho que se visse o livro numa livraria e andasse à procura de algo para ler pegaria no livro e ao ler o prefacio tinha a certeza que o levaria para casa. hehe
Abraço!
eu axo essa questao das idades tao relativa... ha pessoas novas com cabeça e ha velhas sem ela... portanot...
pela capa eu levava-te para casa comigo. e pelo conteúdo (a partir daquilo que vais escrevendo aqui e noutros) também.
Meu querido amigo!
Há que tempos não passava por aqui.
Como andas?
Espero sinceramente que esse teu coração, seja devidamente preenchido por alguém que entenda o quão especial és.
Abraços ENORMESSSSS
A questão da idade passa-me muito ao lado. Já tive uma relação de anos com uma pessoa bem mais nova que eu. Uma pessoa, em muitos aspectos, bem mais madura, interessante... que muitos quarentões e cinquentões que por aí andam.
Quem "pega" na questão da idade e daí tira logo conclusões é alguém extremamente limitado.
É bom quando nós gostamos de nós e sabemos qual o nosso valor.
Abração grande
Miguel
Eu também não sou muito de ligar a idades. Não faço tanto a avaliação de alguém por aí, mas mais pela maturidade da pessoa.
Quanto ao menino como livro, pelas páginas que já tenho lido, recomenda-se a sua leitura.
:)
O que diria eu, meu caro Arms, se fosse ligar à idade?
Acho que resumes tudo muito bem no último parágrafo do texto.
Abraço.
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