Tudo avança enquanto ele se estagna sobre ele mesmo. A sua incapacidade de agir e evoluir nunca o irritou tanto como agora. Nunca teve que lutar por nada na sua infância e, por causa disso, nunca conseguiu desenvolver capacidades para agir. Sempre foi abençoado com uma sorte estranha que lhe parecia sorrir sempre nas alturas mais críticas. Mas há muito que essa mesma sorte lhe abandonou. Ou assim lhe parecia. E ele ficava ali, lamentando a sua patética vida e criando sonhos atrás de sonhos sem nunca mexer para melhorar.
E, lá no fundo, ele sabia. Que a sua vida era triste. Quem imaginaria que alguém com tanto potencial acabasse por viver uma vida medíocre apenas porque tinha medo de arriscar?
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

1 comentário:
Comprrendo o teu dilema.
Eu apesar de tudo, não me posso queixar. Tive uma boa infãncia também e muita sorte.
Mas temos que arriscar e também fazer por nós.
Às vezes é nas situações mais estranhas que encontramos respostas, esperança e até um pouco de sorte.
Don't give up
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