Sento-me no canto,
Naquele pequeno sofá.
Dormes... tão calmo,
No meio da tua cama.
Chove lá fora, troveja,
Mas não está frio.
Isso não me importa.
Sento-me ali, no sofá.
Vejo-te a dormir,
Pareces um anjo.
Consigo ouvir o teu respirar
Quase que sinto a tua pele,
o teu cheiro, o teu sabor.
Ninguém me tira este momento.
É o meu segredo pessoal.
A lua está a brilhar, intensa, agora.
Brilha sobre ti. Banha-te.
Faz-te flutuar sobre a cama.
Faz-te sonhar.
Teus lábios tocam a almofada. Que inveja.
Acaricias os lençóis. Se fosse eu...
E sento-me aqui, sozinho contigo
Até o sol acabar esta delícia,
Aqui esta noite.
Armindo - 1996.
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

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