Acordei mais uma vez para mais um dia de trabalho. Há dias que me tenho sentido oco, como o meu coração. Algo parecido com um jarro de porcelana que tinha sido quebrada e cujas peças juntei, mas as linhas da quebra continuam a apresentar-se. Almocei às dez e meia porque entrava para o trabalho ao meio-dia. Almocei com algum esforço porque não estou habituado a comer a essa hora. O sono começa a apertar. Vou trabalhar.
O trabalho corre normalmente, com menos movimento que a o habitual. Mas o suficiente para não dar-me em doido. A minha perna continua a doer-me, mas não ligo muito a isso porque não é uma dor irritante.
Mas, a meio da tarde começo a sentir um vazio no peito diferente do vazio que sentia. Aos poucos esse vazio começa a expandir e a ocupar a minha caixa torácica toda. E, no meio desse vazio sinto uma energia estranha, uma espécie de sensação que algo está a germinar. Como se o sentimento estivesse a esgravatar no meu coração com as unhas, como se estivesse a retirar a crosta de uma ferida. E, no fim do trabalho, essa energia explode e transborda por todo o meu ser... E essa energia traz-me bem-estar, uma espécie de calor ameno, aconchegante.
E nesse momento soube que superei tudo o que tinha para superar. Estou preparado para seguir em frente. E deixei de pensar totalmente nas coisas que não me fazem falta. E atrevo a dizer que me sinto muito bem...
Fim do blog
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Devido a recentes actividades ilícitas de certas pessoas da Internet, sou
forçado a terminar este blog e a retirar todos os meus poemas da net.
Se há coisa...
Há 15 anos

1 comentário:
Agora é aproveitar! Só aproveitar... essa energia!
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