14.3.08

Consciência

Sempre que faço este percurso penso que o vou rever.
Ainda não te esqueceste dele.
Não é isso. É só algo que sinto.
Alguma vez o viste desde que terminaram?
Não.
Alguma vez falaste com ele desde que terminaram?
Não.
Então o que te faz crer que o vais rever?
Porque ele faz este percurso diariamente.
Mas isso é pressuposto teu.
Sim.
Ele pode tomar outros caminhos, não pode?
Bem... Sim. Penso que sim.
Então porque ficas sempre à espera de o ver quando fazes este percurso?
Não sei. Porque fico sempre à espera de poder encontrá-lo e enfrentá-lo e dizer tudo o que ficou entalado.
Porquê?
Porque não tive oportunidade antes.
E é importante que o faças?
Sim.
Porquê?
Porque sim.
"Porque sim" não é uma resposta. Sabes qual é o teu problema?
Qual?
O teu problema é que nunca te passou pela cabeça que alguém te fosse largar. Foste sempre tu quem terminava os teus antigos namoros... Sempre imediatamente antes de se tornar algo mais intenso. Mas, desta vez, alguém fez o que fizeste. E pior. Estavas completamente apaixonado. Algo que ainda te negas a ti mesmo. Ele foi o grande amor da tua vida. E pior que isso, ele saiu tal e qual como tu saiste, de repente e antes que pudesses dizer algo.
É mentira... OK! Sim, apaixonei-me. Mas não foi o amor da minha vida.
Foi.
OK... Talvez até tenha sido. Mas isso não justifica a forma como me tratou.
Não, não justifica. A questão que te coloco é: até que ponto é que continuar com essa raiva vai contribuir com a tua felicidade? É assim tão importante procurares por alguém que já nada devia de significar?
Eu iria sentir-me melhor.
O teu problema é dares demasiada importância a alguém que já não tem importância nenhuma... e que, aliás, nunca teve importância. O teu problema é continuares a achar que ele deveria de te ter tratado de outra forma quando, na realidade, o que deverias de pensar é na forma como tu te tratas sempre que pensas nisso. Pensa nisso. Será melhor continuar a pensar nele ou será melhor começar a pensar em ti?

6 comentários:

Anónimo disse...

As conversas connosco mesmo são tão produtivas por vezes, como se soubessemos sempre as respostas para os nossos dilemas, mas tivessemos receio de tomar consciência disso.

abraço

Anónimo disse...

Sempre o eterno dilema de cortar o mal pela raiz. As raizes senão forem arrancadas acabam sempre por voltar a germinar, mas a grande dificuldade está em por as mãos na terra e arrancá-las. E as pessoas continuam a sofrer e é sempre o mesmo desatino.
Como te compreendo...
Abraço grande
Miguel

Anónimo disse...

Avançar com a nossa vida sim! A grande questão é que o coração nos costuma atraiçoar a mente... um filme que aconselho o visionamento: "La Môme". Porque a vida, sofrida ou não, é para ser vivida ;)

Kokas disse...

É engraçado como os outros têm sempre soluções milagrosas para as nossas inquetações. é cómico!

Aquele abraço!
Andas desaparecido!

Kokas disse...

É engraçado como os outros têm sempre soluções milagrosas para as nossas inquetações. é cómico!

Aquele abraço!
Andas desaparecido!

TheTalesMaker disse...

Também eu de início tentava passar por sítios onde pudesse rever alguém. Mas percebi que era pior.
Segue a consciência e ruma para a frente. Há certos fantasmas que devem ser repelidos... força nisso.

 

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